Recife é um
local com vocação para transformações e palco de acontecimentos culturais. Em
2000, o Porto Digital foi criado com a missão de estimular mudanças na economia
da região e, atualmente, é um ambiente propício ao desenvolvimento de projetos
de tecnologia, inovação e economia criativa. Além do Núcleo de Gestão do Porto
Digital, que é o braço organizador desse ambiente, importantes centros independentes
de negócios inovadores surgiram, como o Impact Hub Recife, que, além da
estrutura para o desenvolvimento de novos empreendimentos, busca proporcionar
um verdadeiro ecossistema que gera novos negócios entre seus integrantes e seus
clientes.
Para que
projetos de inovação se transformem em empresas de alto impacto, é preciso mais
do que um ambiente estimulante e as pessoas certas. Seus empreendedores devem buscar
mecanismos de desenvolvimento e financiamento que se adequem ao seu negócio e ao
estágio de maturidade dele. Nesse cenário, para negócios em fase inicial (start-up), estão disponíveis no Recife
incubadoras como a Porto Mídia e a Cais do Porto, e aceleradoras como o
C.E.S.A.R. Labs e a Jump Brasil.
As incubadoras
normalmente oferecem estrutura física, apoio administrativo, networking e
orientação, a valores subsidiados, em um processo que tende a durar entre 12 e
24 meses. Já as aceleradoras, além dos recursos disponibilizados pelas
incubadoras, geralmente possuem um processo de mentoria e palestras mais
intensivo, que é o principal intangível buscado pelas start-ups. A mentoria (do inglês mentoring) consiste em um processo de desenvolvimento do empresário
mediante o estabelecimento de relações com experts
de diferentes áreas do empreendedorismo, que, nesse caso, são viabilizados
pelas aceleradoras.
Além desses
recursos, as aceleradoras aportam valores que variam de R$ 30 mil a R$ 90 mil
por start-up, em troca de participação
na empresa que deverá ser constituída pelos empreendedores para exploração do
projeto. O processo de aceleração normalmente dura de 3 a 6 meses, período
durante o qual o empreendedor deverá desenvolver seu produto para o mercado e
estará exposto a investidores, que poderão viabilizar uma nova rodada de aporte
de capital, dessa vez mais substancial.
É possível que
o empreendedor com seu projeto em fase inicial também conte com o apoio de
“investidores anjos”, pessoas que aportam capital na empresa confiando em seu
potencial de crescimento, e, em diversas ocasiões, apoiam o empreendedor como
um mentor, embora não tenham ingerência sobre a gestão do negócio. Há, ainda,
entidades independentes que apoiam empresas com alto potencial de crescimento,
como é o caso da Endeavor Brasil, uma das mais formidáveis iniciativas de
fomento ao empreendedorismo atualmente existente no País.
Rodrigo Guimarães Colares é advogado e sócio do escritório Da Fonte, Advogados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário