sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Veículos de apoio a empresas de base tecnológica e inovação na região do Recife


Recife é um local com vocação para transformações e palco de acontecimentos culturais. Em 2000, o Porto Digital foi criado com a missão de estimular mudanças na economia da região e, atualmente, é um ambiente propício ao desenvolvimento de projetos de tecnologia, inovação e economia criativa. Além do Núcleo de Gestão do Porto Digital, que é o braço organizador desse ambiente, importantes centros independentes de negócios inovadores surgiram, como o Impact Hub Recife, que, além da estrutura para o desenvolvimento de novos empreendimentos, busca proporcionar um verdadeiro ecossistema que gera novos negócios entre seus integrantes e seus clientes.

Para que projetos de inovação se transformem em empresas de alto impacto, é preciso mais do que um ambiente estimulante e as pessoas certas. Seus empreendedores devem buscar mecanismos de desenvolvimento e financiamento que se adequem ao seu negócio e ao estágio de maturidade dele. Nesse cenário, para negócios em fase inicial (start-up), estão disponíveis no Recife incubadoras como a Porto Mídia e a Cais do Porto, e aceleradoras como o C.E.S.A.R. Labs e a Jump Brasil.

As incubadoras normalmente oferecem estrutura física, apoio administrativo, networking e orientação, a valores subsidiados, em um processo que tende a durar entre 12 e 24 meses. Já as aceleradoras, além dos recursos disponibilizados pelas incubadoras, geralmente possuem um processo de mentoria e palestras mais intensivo, que é o principal intangível buscado pelas start-ups. A mentoria (do inglês mentoring) consiste em um processo de desenvolvimento do empresário mediante o estabelecimento de relações com experts de diferentes áreas do empreendedorismo, que, nesse caso, são viabilizados pelas aceleradoras.

Além desses recursos, as aceleradoras aportam valores que variam de R$ 30 mil a R$ 90 mil por start-up, em troca de participação na empresa que deverá ser constituída pelos empreendedores para exploração do projeto. O processo de aceleração normalmente dura de 3 a 6 meses, período durante o qual o empreendedor deverá desenvolver seu produto para o mercado e estará exposto a investidores, que poderão viabilizar uma nova rodada de aporte de capital, dessa vez mais substancial.

É possível que o empreendedor com seu projeto em fase inicial também conte com o apoio de “investidores anjos”, pessoas que aportam capital na empresa confiando em seu potencial de crescimento, e, em diversas ocasiões, apoiam o empreendedor como um mentor, embora não tenham ingerência sobre a gestão do negócio. Há, ainda, entidades independentes que apoiam empresas com alto potencial de crescimento, como é o caso da Endeavor Brasil, uma das mais formidáveis iniciativas de fomento ao empreendedorismo atualmente existente no País.

O caminho do empreendedor não é fácil e, para seu sucesso, é importante aproveitar as oportunidades existentes e contar com recursos financeiros e intangíveis adequados ao desenvolvimento do seu projeto. Estar em ambientes que fomentam e atraem bons profissionais, empreendedores, experts e investidores é de extrema importância, e a utilização eficiente dos recursos disponíveis será preponderante para o empreendedor levar sua start-up para um novo patamar de negócios. 

Rodrigo Guimarães Colares é advogado e sócio do escritório Da Fonte, Advogados.

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